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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mudanças banais?

Percebo-me muito à toa na vida.

Irritei-me, hoje, pelo fato de a Universal ter trocado alguns horários de sua programação, adiando em uma hora as séries a que gosto de assistir: Law and order - SVU e House.

Percebi que minha rotina noturna estava totalmente cristalizada: novela das 6h, SVU, House. Lerdar um pouquinho, dormir.

Ah, tem problema, não. Daqui a pouco chega Alice, e eu duvido que eu vá conseguir assistir à TV. Deixa eu aproveitar enquanto posso.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Da roça à cidade

Minha sogra foi à 25 de março, em São Paulo. Comprou forminhas de doces, acessórios de pista de dança, coisas simples que embelezam o casamento e que, em BrasIlha, custam uma fortuna. Eu e mamãe já estávamos programando uma viagem a BH para comprar itens de enxoval e bobagenzinhas. Mudamos de planos. Vamos a São Paulo.

Uma cidade imensa. a maior da América Latina. Um comércio fervilhante, migrantes de todo o Brasil, um forte parque industrial, gastronomia reconhecidíssima, sistema cultural a pleno vapor. E eu não conheço.

A sogra (tô falando igual o povo da novela das 8, hehehe) me trouxe uma revistinha cultural, aquela Boca a Boca, de São Paulo. Quando dei uma olhadinha na programação teatral, fiquei furiosa. Páginas e páginas de peças de todo preço, qualidade e horário. Quando ela me falou do comércio, dos preços, dos restaurantes, cheguei à conclusão de que certos estão meus amigos Júlio e Fê: Brasília é uma roça asfaltada.

Mal vejo a hora de andar naquela 25 de março, de passear nas ruas de noivas, de conhecer o Museu da Língua Portuguesa.

Mal vejo a hora.

domingo, 23 de março de 2008

BBB

Sim, assisto. Sim, gosto. Sim, compreendo que você odeie.

Entendo que o Big Brother seja um programa de massa e que, como tal, não possua qualquer densidade. Assim como as novelas, apresentam um enredo fraco, e mostram aquilo que a maior parte da população quer ver: pessoas bonitas quase sem roupas, beijos na boca (às vezes mais que isso), brigas, intrigas... Assim como a maior parte da programação televisiva, é repleto de clichês, apelações, merchandising, no desespero de aumentar a audiência, não importa como.

O BBB apresenta pessoas, teoricamente, de verdade, desesperadas para ganhar o prêmio, literalmente, milionário. É interessante ver as relações que se traçam e a que ponto descem as pessoas por um dinheiro que apenas um leva para casa. É interessante ver, em miniatura, o que tanto acontece na vida fora da telinha: pessoas confabulando, mentindo e manipulando outros (muitas vezes, amigos) em prol de seus próprios interesses. O interesse do público pelo BBB confunde-se, inclusive, com o interesse pela sociologia: compreender como as pessoas agem, e por que agem da maneira como o fazem.

A baixaria é infinita e os clichês inúmeros. Assim sendo, compreendo que você não goste. Mas é justamente isso que me faz assistir, noite após noite, o Big Brother Brasil: trocam-se as personagens, troca-se o ambiente - sempre haverá pessoas que ajam como os Brothers confinados. O pior do ser humano é escancarado aos nossos olhos.

E, se isso não fosse o suficiente, é no mínimo interessante acompanhar os discursos de Pedro Bial e as estratégias globais de aumento de audiência.

Adoro.