Hoje farei uma pausa nos posts de noiva para analisar aquele que é o objetivo do meu trabalho: o Vestibular da Universidade de Brasília.
Uma prova fácil. Da parte de gramática, morfologia, pontuação e tipos de sujeito. Nada de crase, nada de complementos de nomes, nada de período composto.
Entretanto, uma prova muito bonita e bem elaborada. O vestibulando foi cobrado não na decoreba, mas em seu estar-no-mundo. as questões foram relacionadas ao cinema. Filmes, dos clássicos aos atuais, apareceram. Itens bem elaborados, relacionando a arte cinematográfica com filosofia, história, literatura (que belo o cruzamento de linguagens), geografia, história, música, artes plásticas, teatro... Houve uma bela interação entre as humanas, e o aluno precisaria não só estar se afundando nos livros, mas principalmente ter um olhar de artista, de apreciador.
A prova lembrou-me muito de uma aula que eu e a professora Cíntia Frasão ministramos juntas. Fizemos a interpretação de letras de músicas e dissemos que a UnB espera que o aluno assuma a postura de apreciador da obra de arte, e não de simples analista. Que consiga apreender o que uma obra tem de melhor. Tal postura foi reiteradamente exigida dos alunos durante o vestibular.
Por fim, a redação. Fácil e linda. O vestibulando poderia escolher qualquer filme a que tivesse assistido e que julgasse ter modificado sua maneira de ver o mundo e as pessoas. Sim, qualquer um. Deveria, então, fazer um parágrafo narrativo, resumindo a história do filme e, a seguir, fazer uma análise do mesmo, argumentando e explicando os motivos de tal filme ser relevante e mudar a visão de mundo de seus expectadores. Completamente fora do que todos esperavam, a UnB fugiu, finalmente, ao tradicional padrão dissertativo e exigiu um texto simples e gostoso de fazer.
Achei uma linda prova. Caso haja alunos que acompanhem o blog e queiram comentar itens ou a prova em si, fiquem à vontade.
