segunda-feira, 5 de maio de 2008

Pleonasmo - I

Ronaldinho em entrevista após o mico/escândalo com os travestis que só ele acha que parecem mulheres:

- Eu poderia ter cedido à chantagem, mas resolvi encarar de frente o problema.

Encarar de frente? E pode alguém, por acaso, encarar algo de costas, se o verbo encarar significa "dar de cara", "fixar a vista", "defrontar-se"?

E direto o povo fala, né?!

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Futebol

Ah, futebol. Dos meus alunos chateadíssimos porque perderam a partida que discputaram contra o Santo Antônio a flamenguistas e botafoguenses roendo o que lhes restou de unhas ao assistir à final do Campeonato Carioca, o brasileiro não tem o futebol como simples esporte.

Para início de conversa, elege-se um time de coração. Essa escolha geralmente é iniciada em família, o time do pai, do primo, do irmão mais velho, do coleguinha gente boa da escola. No meu caso, o time da madrinha, e de quase todos os primos: Clube de Regatas Flamengo. Esse time passa a ser motivo de alegrias e dores. Acompanhá-lo, sabê-lo, entendê-lo, amá-lo, escalar seus jogadores melhor do que qualquer técnico. Sonhar vê-lo campeão brasileiro, da Libertadores, do Mundial. Sonhá-lo grande, mesmo torcendo para times da segunda divisão do Brasileiro (he, he, he...).

A cada jogo, tensão. Camisa, bandeira, gritos de torcida na garganta. "Tu és time de tradição: raça, amor e paixão, ó meu Mengo! Eu sempre te amarei, onde estiver estarei, ó meu Mengo!"

Quem sabe mais? Quem cita de cor o número de títulos? Quem sabe a escalação completa da última partida? Quem deixa de sair para não perder o início do jogo? Quem viaja apressadamente a acompanhar o time nas partidas mais distantes? Os graus de fanatismo são diversos, a paixão é uma só. Se não o time do coração, a seleção brasileira. Nem que seja apenas durante a Copa do Mundo, nem que seja apenas pela farra da reunião para assistir aos jogos.

Porque é isso mesmo, o futebol. Reunião, torcida, compartilhamento das mais deliciosas emoções.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Saúde pública

PÚBLICO (adj/S.M.) relativo ao povo; que é de todos, comum; que serve para todos; notório; sabido.

A saúde pública é assim definida por ser de todos, por ser de uso comum. E é de todos porque é paga por todos através de impostos. Aliás, a carga de impostos paga pelo brasileiro é comparável à de países desenvolvidos (a diferença está na destinação desses impostos e no retorno que os contribuintes têm deles). Pois é. Todos pagamos impostos, todos temos direito, por Constituição Federal, a termos nossas necessidades básicas supridas pelo Estado, dentre elas, a saúde. Portanto, existem hospitais públicos e postos de saúde, que deveriam ser utilizados livremente pela população sempre que houvesse necessidade.

Em contrapartida, estão os conhecidos planos de saúde. Por que eles existem? Simples: para suprir aquilo que o governo não é capaz de oferecer. Como essa tal saúde pública oferecida não dá conta dos problemas de saúde dos cidadãos, os planos de saúde aproveitam-se dessa deficiência e cobram uma fortuna, a fim de que aquele que o utiliza possa ter acesso a médicos e hospitais particulares, e ser, assim, decentemente atendido.

Na prática, pagamos duas vezes o mesmo serviço. Com nossos impostos, pagamos o direito a ter acesso à saúde pública. Como ela não funciona, pagamos o acesso a médicos e hospitais particulares. Assim, continuamos nos irritando duplamente, e percebendo que o dinheiro que tanto trabalhamos para ganhar nos escapa por todos os lados, devido à incompetência alheia.

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domingo, 27 de abril de 2008

BioVinil

Sexta-feira passada, dia 25/04, aconteceu, na UnB, a VIII BioVinil, uma festa para relembrar os anos 80, promovida pelos estudantes de biologia (Atenção, 6ª série: é mais ou menos assim que funciona o LEAD de uma notícia, viu?).

Os anos 80... Os saudosos e breguésimos anos 80...
Estavam presentes na festa:

- A Tempestade.
- O Quico.
- A Chiquinha.
- As chacretes.
- A Pantera Cor-de-Rosa.
- Uns motoqueiros sem moto.
- Um povo com roupa dos anos 60 (Festa errada???).
- Sr. Incrível (Festa errada??? [2] ).
- Muitos hippies.

Quanto ao som, rolou de tudo. Que me fez feliz, dentre outras coisas, rolou:

- Wannabe.
- Como uma deusa.
- Mordidas de amor.
- Vital e sua moto.
- Óculos.
- O meu sangue ferve por você.

Foi uma noite engraçadíssima, repleta de figuras muito bizarras. Fui acompanhada por aquele a quem quero bem, e estou cada vez mais apaixonada. Ah, coração meu...

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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Hoje foi dia...

Pois bem. Ontem olhei-me no espelho, e disse: não quero mais. Cansei de ver esse rosto, que traz marcas de coisas que deixei pra trás. Cansei dessa expressão. Cansei dessa moldura. Cansei de minha aparência e do que ela reflete. Estou mudando toda minha estrutura de vida, e, como sempre, precisava de uma marca física que me dissesse: sim, as coisas estão mudando.

Ao sair de casa, me dei de presente um piercing. Foi minha primeira marca.
Ao voltar pra casa, me dei de presente uma tatuagem, um gatinho, na parte da frente do ombro. Segunda marca.
Ao terminar um longo namoro, após um doloroso processo de idas e vindas, me dei de presente uma imensa tattoo nas costas, da qual muito me orgulho. Minha terceira marca.

Essa semana, sei que algo mudou. Me apaixonei. Pode nada acontecer, pode ser felicidade pra sempre, mas roupeu-se em mim a nebulosa idéia de que nunca mais alguém chegaria perto de tocar meu coração. E numa simples frase, "Estarei sempre ao seu lado, mesmo que, por enquanto, só como amigo", sei que alguma coisa mudou por aqui. Amanhã pode não ser mais nada disso, mas sentir de novo isso que estou sentindo nesse exato momento merece uma comemoração.

Mudei os cabelos. Nova cor, mais vibrante, mais feliz, mais eu.

Em breve, ponho uma foto nova por aqui.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Pérolas - 2º ano

Essas foram retiradas das provas dos meus alunos do 2º ano:

1) A falta de água é um problema que só a água pode resolver.
2) A água é um elemento que causa diversos tipos de seca.
3) A seca, na América, está diretamente relacionada ao El Niño.
4) Eu sou a favor das células-tronco.
5) Brasília é uma cidade na qual a maior parte dos bens consumidos são importados.
6) As pessoas se esquecem de fechar uma simples torneira, algo tão simples, que pode trazer enormes danos ao mundo.
7) Proibir as pesquisas seria um enorme obstáculo para as ciências da vida e biológicas.
8) É um estudo que pode gerar tanto desentendimento à sociedade quanto uma guerra, então para que iremos "cutucar nas fezes", como diz o provérbio, "isso irá feder".
9) Os embriões que fornecem embriões às pesquisas não têm alternativas.
10) Sorte tem Deus, que é amor; sorte tem o amor, que é cego.
11) Se existem lugares onde a seca predomina, por que não instalar reservatórios e mananciais nesses locais?
12) Muitas pessoas no mundo nascem ou adquirem algum tipo de deficiência.

Professor sofre, mas se diverte...

Alguns pontos de vista interessantes trabalhados:

Sobre o desperdício de água:

Desperdiçar água é a melhor coisa que o ser humano pode fazer; assim, ela logo será um bem muito escasso, o que fará com que a espécie humana desapareça do planeta, salvando a Terra.

Sobre as células-tronco:

Ao utilizar células-tronco de embriões, está-se tirando o direito à vida que ele possui, para salvar uma pessoa que talvez nem mereça tanto assim.

As pesquisas com células-tronco embrionárias devem ser proibidas, pois se elas prosseguirem seriam encontradas curas para diversas doenças, o que aumentaria o número de pessoas na Terra, impedindo as doenças de cumprirem seu papel social: controle de população.




Éééééé, pooooovo.... É assim mesmo... Foi uma rodada bem divertida de correções... Não se preocupem, vou compartilhar todas a partir daqui.

=)



Desocupação da reitoria

Uffa! Finalmente em casa... Desocupamos a reitoria, após conseguir o que era no mínimo improvável: renúncia do reitor, do vice, de todo o decanato e indicativo de paridade. Festa, comemoração, um vazio (saudade da galera) logo preenchido pela companhia da família, dos amigos e do mais que amigo. Delícia!

E assim termina um capítulo importante na minha vida. Nunca vou esquecer!