A sociedade é capitalista, o que faz com que precisemos e queiramos acumular cada vez mais capital para atender a nossas necessidades e a nosso consumismo. Para isso, utilizamos nossas ferramentas todas: na maioria dos casos, o trabalho; no meu caso, a transmissão do conhecimento, também um trabalho.
Desaparecendo o trabalho, desaparece o capital, o que gera necessidades e desejos não satisfeitos. Portanto, na ânsia de preservá-lo, tentamos destacar-nos e fazê-lo muitíssimo bem feito a fim de, simplesmente, mantê-lo. Fazê-lo muitíssimo bem inclui não cometer erros, dedicar-se por mais tempo do que o simplesmente necessário e destacar-se entre os demais que exercem a mesma função.
Para fazer nosso trabalho muitíssimo bem, acabamos perdendo o limite do tempo, da dedicação e, principalmente, perdemos nossa capacidade de desligar. Pensamos no trabalho em pleno sábado à noite, sonhamos com ele, ou não dormimos. Comemos mal, dormimos mal, relacionamo-nos mal. A saúde piora, aparecem problemas como pressão alta, insônia, dores. Ficamos, portanto, infelizes.
É isso o estresse. Para sermos felizes, tornamo-nos infelizes.
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Um comentário:
Hey sumida! Olha a outra sumida aqui!
Eu bem sei o que é esta coisa do estresse. Em duas semanas, tive duas boas notícias: fui promovida em uma semana e na outra, passei a integrar a CIPA da empresa (parece besteira, mas para mim é um grande avanço).
Mas passei sábados intermináveis trabalhando, dormi mal vários dias, tive pesadelos e tive brigas verdadeiras. Estou com um ombro totalmente zoado.
E aí vem a pergunta: vale à pena? Sei não... No meu caso, sinceramente não sei (não estou reclamando, mas estou tentando reestruturar minha vida).
P.S.: Sobre a Benzetacil (benzeno não é perigoso?): ri muito, porque ninguém merece ser reconhecido num dos momentos mais drásticos da vida. rs
Beijos e boa semana!
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